Em caso de Acaso - Avaliação 2013



É bom fazer uma avaliação a cada final de ano pra conferir o quanto estamos vivendo. Não sei vocês, mas pra mim a vida só faz algum sentido quando corremos riscos. Gosto de aventura. Só as surpresas me fazem querer continuar incansavelmente por essa estrada,  às vezes empoeirada, às vezes escura, às vezes qualquer coisa, qualquer! (Já parou pra pensar na força dessa palavra?) Mas a estrada é sempre surpreendente. Não acredito em destino. Acredito que traçamos nosso próprio caminho. E acredito que exista uma força muito grande que, se estivermos atentos, nos orienta pra enxergarmos melhor. Já reparou que lá na frente as coisas sempre fazem sentido? Já teve a sensação de que estava no lugar certo, no momento certo, e olhou pro lado certo quando sua vida virou de cabeça pra baixo do nada? É meu amigo, que loucura, mas não foi obra do destino. E sim do acaso, que nos permite uma infinidade de possibilidades. E nós nos orientamos por uma bússola interior, que está inteiramente ligada ao nosso estado de espírito.

Tentando me equilibrar pra sustentar todas essas possibilidades, às vezes me perco e penso em voltar a um abrigo. É seguro. Talvez seja essa a escolha mais sensata. Mas segurança nunca foi um objetivo. E sensatez nunca foi minha melhor qualidade. Vamos pelo risco! Vamos experimentar mais, apreciar mais, admirar mais, respirar mais, ler mais, dançar mais, olhar nos olhos do outro e enxergar que não estamos sozinhos.

Esse ano foi incrível. Fiz amigos, enquanto outros foram pra longe...(Junis, eu te amo). Amei, demais da conta, conheci gente demais. Alguns provavelmente não verei nunca mais. Cantei, dancei, pirei, conheci a homeopatia e a prática de yoga, viajei, corri, chorei, chutei o balde, me arrependi. Arrisquei. Sorri. Vivi. Me conheci. E descobri, mais uma vez, que gosto é da intensidade.

Espero que minha avaliação de 2014 seja tão cheia de surpresas quanto essa.

Que o tempo continue nos levando. Ou que continuemos levando o tempo. Leve como um dente de leão ao vento.

"Quando já não me indignar, terei começado a envelhecer." (André Gide)

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